– Capitulo 12 – "Luz, Cama Decepção!”


– Capitulo 12 –
Capitulo 12- “Luz, Cama Decepção!”

Eu: NÃO!! Não pode ser! Estamos no meio do nada, não tem como acabar logo aqui!
Ele: Mais acabou! –diz saindo do carro totalmente sério-
Eu saio também e vou junto dele.
Eu: E agora, o que a gente faz.
Ele: Eu Não Sei.
Eu: Mais como vamos sair daqui?
Ele: Eu Não Sei.
Eu: Não podemos ficar aqui!
Ele: EU SEI!!
Fico andando de um lado para o outro naquela escuridão com as mãos no bolso mais sabendo que não tem sinal no celular paro em frente a uma placa de sinalização. Não bem de sinalização mais de propaganda de motéis. “Motel Corsário há 5 minutos”.
Eu: Que tal? É melhor do que ficar aqui parado feito dois idiotas nesse frio.
Ele: Tem certeza?
Eu: Nesse caso sim!
Ele vai pra frente do carro e solta a marcha do carro e depois volta e pede ajuda para empurrar.
Empurramos o carro até a porta do estabelecimento não muito agradável. Acho que todos os estabelecimentos de estrada não são muito agradáveis.
Estacionamos o carro em posição horizontal sendo a vaga vertical, logo o carro ocupando duas das vagas ali. Pego minha bolsa e entramos.
Entramos dentro do motel que tinha aparência de um navio pirata e logo a balconista nos recebe.
Ela: Bem Vindos! –sorri com um sorriso forçado e cansado-
Uma mulher de cabelos pretos num rabo de cavalo com os olhos caídos e cansados, com um uniforme casual e aparentemente drogada e se esforçando pra não demonstrar isso.
Enquanto o Harry negociava o melhor quarto dali, eu dou foco a outras coisas. Fico apreciando alguns dos quadros ali e medalhas emolduradas por troféus e garrafas de vinho de diferentes marcas e épocas e algumas molduras de um homem.
Ela: Esse é o dono daqui! Ele insiste em colocar toda essa tralha logo na entrada pra que as pessoas tentem reconhecer esse velho ai na foto!
Eu: Eu acho que eu o conheço. Não sei... Ele é familiar, sabe...
Ela: Ele é muito é chato! Isso sim!
Eu: E quem é?
Mais antes que ela possa me falar qualquer coisa o Harry me puxa pelo braço no corredor sem mesmo falar alguma coisa.
Me desvencilho dele sem saber o que esta acontecendo.
Eu: O que deu em vc?
Ele: Não quero que converse com quem não conhece.
Dou de ombros e ando até o ultimo quarto do corredor e paro na porta n° 38 enquanto ele vem por trás de mim e a abre.
Olho pra ele enquanto ele fecha a porta. Ele ainda esta bravo só por que eu estava curiosa por saber quem era... ou melhor, por conversar com aquela mulher.
Eu: Cara, vc ta bravo só pq eu conversei com ela.
Ele: Não faz ideia do quão perigoso esses lugares são!
Fico pensando e raciocinando algumas palavras ditas agora e caio na real. “Ta na cara que ele já frequentou vários motéis pra saber disso” mais eu não vou falar logo isso.
Eu: Haa.
Sento na cama e abro minha bolsa e tiro uma blusa regata que sempre costumo deixar de reserva caso precise e que agora preciso.
Olho pros lados. Paro o olhar para o banheiro que justamente não tem porta.
Eu: Hann... Harry... Tem como vc esperar ai fora.
Ele; O que eu não vou ver! Aqui ó, eu fecho os olhos.
Eu: Pensa que me engana! Vai pra fora.
Ele; Mais...
Eu: Agora!
Ele fala alguma palavra e depois sai e eu coloco minha bolsa pendurada na maçaneta só pra prevenir que ele não olhe pela trinca da porta.
O vestido é de zíper e o zíper é até em cima embaixo da nuca onde minha mão nunca ira alcançar e descer ele.
[...]
Quinze minutos de tentativa e nada. O Harry já até tinha composto uma musica bem assim:
“Já se passaram 15 minutos e nada...
Nada, nada, nada, nada...
E eu já não estou mais fazendo nada!
Ela ta ai trancada...
E não quer mais saber de nada...
Eu acho que vou dormir aqui fora...
É frio, desconfortável e nada vil...
E nada dela abrir a porta!!
Nada, nada, nada, nada!...”
Eu: Essa parte não rimou!! –digo abrindo a porta e ainda com a mesma roupa- Tem... como... err... me ajudar? Não consigo –aponto pro zíper- não alcanço.
Ele resmunga algo como “pq não falou antes” e coloca meu cabelo pro lado enquanto desabotoa um botão e depois desse o zíper que vai até embaixo da minha espinha deixando a mostra os dois furinhos que tenho no final da coluna.
Sinto suas mãos geladas percorrerem dos, meus ombros até minhas mãos deixando um longo rastro de arrepios que preferiria não ter de sentir. Ele começa a beijar meu pescoço enquanto minha cabeça roda muito não sei bem no que estou pensando. Estou muito perdida sem nem conseguir pensar em nada. Minha cabeça esta latejando por causa do álcool que ainda me domina. Eu já perdo meus sentidos. Já estou totalmente domada por algo mais forte que eu que não me deixa escolher.
Eu: Harry! Eu não...
Não sei o que aconteceu, só sei que me lembro de ceder e de beija-lo. Primeiro de olhar bem fundo em seus olhos e depois fazer tudo acontecer.

Também lembro de me prensar contra a parede e tirar meu vestido e sua blusa e fora isso não lembro de mais nada! Absolutamente nada!

[...]
Acordo com o sol em meu rosto e com o barulho de chuveiro. Estava deitada de bruços e com um lençol me cobrindo até a metade das costas. Aperto as pálpebras para enxergar melhor e tentar me acostumar com a luz. Não entendo o que aconteceu e minha cabeça dói muito. Não me lembro de nada.
Me viro e fico apavorada. Totalmente sem consciência, chocada!
Eu: O me Deus! –sussurro baixinho-
Olho pra mim e vejo que estou apenas de calcinha e totalmente seminua.
O que aconteceu? O que eu fiz? Pq não lembro?!
Vou pra borda da cama e pego meu sutiã no chão e o coloco rapidamente depois coloco minha blusa que ainda esta dobrada.
“Não, não pode ser! Não! NÃO!! Eu não fiz isso eu não fiz. Como pude trair minha própria confiança desse jeito. Como pude trair o Zayn dessa maneira e mesmo sem eu nem me lembrar de nada... Eu sabia que era roubada mais fui nessa sabendo que não era bom. Eu poderia ter me mantido forte e não cedido. Não fui eu quem fez isso, não foi!
Fico com as mãos entre o rosto tentando lembrar de alguma coisa com esperanças de não ter acontecido mais sabendo que sim, aconteceu.
Não era pra ser assim desse jeito dessa maneira.
Quando Harry sai do banho apenas com uma toalha na cintura enquanto se aproxima e me da um beijo na testa. Fico ali sentada respirando cada vez mais forte e profundo tentando extrair ar de algum lugar sem saber o que falar o que pensar e o que fazer.
Eu estava tremula e estava perto de uma conclusão.
Sim aquilo aconteceu por que eu sinto e que tudo isso não foi culpa de mim ou dele, foi pela maldita daquela bebida que me deixou bêbada impossibilitada de lembrar o que eu realmente fiz.
Eu: Harry o que aconteceu aqui?
Ele: Hann? Como assim o que aconteceu –ele fica confuso-
Eu; O que aconteceu? –digo calma por fora mais uma bomba por dentro-
 Ele: Hann... Nós... err... Do que vc ta falando? O que deu em vc?
Eu; A gente fez? –continuo calma-
Ele: Como assim, vc não... vc não lembra. Foi escolha sua.
Eu: Não, não lembro –minha calma estoura- É justamente isso eu não lembro de nada!
Eu passo a mão no rosto enquanto ele para pra pensar.
Ele: Não, isso não ta acontecendo!! Não... só pode ser um sonho.
Eu: Não é. E nada disso era pra ter acontecido. Nada.

Ele: Merda! SeuNome... me... me desculpa, pra mim vc era vc ali na hora, eu er...
Eu: Não precisa se desculpar. A culpa não foi da gente. –me levanto e sento numa poltrona ao lado da cama em sua frente-

Ele: Meu Deus!! –passa a mão no rosto- Sério, vc estava normal. Não parecia ter desmaiados nem nada. Estava normal como esta agora. Foi vc quem escolheu mais eu ainda vendo seu estado completamente bêbada me aproveitei do momento e ...
Eu: Harry, me tira daqui. Vamos embora!
Ele se levanta e vai se trocar enquanto eu coloco minha leguin e pego minha bolsa me dirigindo pro carro e esperando ele.
O percurso inteiro de volta eu fico calada não falo nada. Estou ainda sem entender e aos poucos estou começando a lembrar.

Lembrando de quando dançamos dentro do bar e de quando andamos nos trilhos do trem.

De quando estávamos falando do Paul, dos trilhos e um pedaço da noite de ontem.

Eu deixei tudo acontecer. Fui eu quem escolhi aquilo.
Ele; SeuNome... Sério. Eu não queria ter estragado tudo. Sei que é muito importante pra vc essa coisa de primeira vez e...
Eu; Não... Não é mais... Pq eu... Eu não era mais virgem. –digo cansada e reta-
Ele: Haann... –diz meio sem acreditar- Vc nunca me...
Eu: Eu e o Zayn a gente...
Ele: Haa... –suspira- Nossa!!
Eu: Eu só to falando isso pq eu acho que vc precise saber. Não quero mentir pra vc.
Ele: Ta.
Eu: Foi a uma noite antes da nossa!
Ele: Err... Vc estava realmente ocupada pra não atender minhas ligações... Mais pelo menos foi com alguém que vc ama.
Eu: Harry, Eu te amo! –digo me virando pra ele enquanto ele olha pra mim sem acreditar mesmo sabendo que é verdade- Assim como eu amo o Zayn. Mais eu esperava que fosse diferente sabe. Que se algum dia fosse pra acontecer alguma coisa entre a gente que fosse diferente. Nunca iria me passar pela cabeça que seria dessa maneira. Eu queria pelo menos lembrar de tudo.
Ele: Vc lembra?
Eu: Algumas coisas... mais isso não significa que vc é segunda opção. Fique sabendo que eu te amo de verdade. –seguro em sua mão que esta na marcha enquanto ele para o carro- Eu só queria que fosse mágico entende.
Ele: Mais...
Eu: Quando eu conheci o Zayn a primeira coisa que me passou foi raiva e demorou algum tempo pra descobrir que eu realmente o amava mesmo estando com ele o tempo todo. Mais com vc foi simultâneo. Foi rápido. Quando eu vi que realmente era amor eu descobri em pouco tempo. Eu simplesmente me apaixonei e amei. E se ontem foi um erro, pra nós vai ser apenas um obstáculo vencido. Quero que nada mude. Quero continuar a ter os mesmos sentimentos mais vai ter uma hora que vou ter que escolher.
Ele: Tudo poderia ter sido mais fácil.
Eu: É poderia mais não é.
Seguro em sua mão ainda mais forte o forçando a olhar pra mim.
Eu: Eu te amo tá! E eu não me envergonho de dizer isso! –digo acariciando sua face- Mais vc é um idiota... –ele ri- e só causa polemica... e gosta de uma confusão... E por isso eu... gostei tanto de vc –reviro os olhos-
Ele: Não é a toa que a maioria das pessoas odeia esse meu lado –ele diz mais perto de mim-
Ele se acomoda no banco um pouco o mais próximo o possível que deveria estar de mim, estávamos a alguns poucos centímetros de distancia um do outro.
Eu: Saiba que essa será a ultima vez, ta? –nossas respirações já se confundiam e meu coração já disparava como se fosse pular pra fora-
Eu estava muito nervosa, mais não é a toa de que eu já fiz isso milhões de vezes... ,mais... lá dentro isso tremia de nervosismo com uma ansiedade e com calafrios, mais também com dor. Por que eu sabia que era errado. Estou ferindo os sentimentos dele impondo muita certeza do que eu não tenho.
Mais por fim foi bom. O nervosismo foi em vão e na hora eu fiquei feliz. No meio do beijo eu abri meus olhos e um sorriso junto, vendo que aquilo era diferente... especial!

Quando ele se afasta fica me encarando com seus olhos enquanto faz com que todos os sons à volta se calassem e que naquele olhar que me fulminava me fazia arrepiar e meu corpo todo começassem a se esquentar até minhas bochechas ficarem vermelhas de vergonha.
Eu: Não se acostuma vil! –e me viro enquanto liga o carro-
[...]
Depois de poucas horas chegamos em frente ao prédio enquanto ele entrava no estacionamento no sub solo e estacionava o carro em uma vaga perto a porta de saída. Entramos no elevador enquanto ficamos brincando com nossos cabelos pelo espelho.
O elevador para e saímos indo em direção a nossas portas.
Eu: Tchau!
Ele: Tchau –me da um selinho rápido-
Eu: HARRY!! –sussurro-
Ele: Só pra comprovar que não ia ser o ultimo!
Entro dentro do meu apartamento jogando minha bolsa no sofá e indo diretamente pro quarto.
Estava cansada exausta e já estava sentindo as consequências das minhas duas noites em particulares. Eu me sentia inchada e dormente, vulnerável.
Se eu que sou eu to assim imagina as mulheres de programa como ficam. Elas tem a única opção de trabalho desse jeito, fora isso não podem mais arrumar nada a não ser que queiram morrer de fome e não ter onde ficar. A realidade é dura mais muitas pessoas fecham os olhos pra isso.
Entro no meu quarto passando a mão na barriga enquanto fico imóvel ao ver o Zayn ali imóvel sentado em minha cama olhando pra baixo.
Eu; Ann... Oii amor!
Ele: Oi. –fala estranho e com a voz grossa sussurrando quase- Onde vc estava? –olha pra mim-
Eu: Eu... eu estava com o... Harry. Eu tenho que te contar uma coisa.
Ele: Mais antes... –pega algo atrás dele- Pode me explicar o que é ISSO, SEUNOME! –me mostra uma foto-
“OmeuDeus! A foto do Mason. “
----------------Espero que tenham gostado, até o próximo capitulo-------------







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