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Capitulo 11 –
Capitulo 11- “-Eu sabia que vc era problema, mais também sabia que
não me sentiria assim de novo, Harry!”
“Tudo o que é bom dura pouco”. Uma
frase que nunca sai do meu vocabulário e que sempre atrapalha tudo. Dês do
momento mais chato e impossível possível até a melhor sensação da sua vida.
Parece que estamos a centenas de anos no mesmo lugar. Que nada nos levou a
nada. Mais tudo o que é bom dura pouco.
Aquela
sensação, aquele momento estava perfeito, do jeito que eu sempre pensei em ser,
mais sempre tem que brotar mais uma das minhas regras bobas e das minhas
palavras insanas sem sentido e que é capaz de cortar todo o clima.
Eu:
Amor!
Ele:
Hmm!
Eu:
Não esquece que eu... -minha voz
falha- Tenho
que acordar cedo amanhã.
Ele:
Tá, mô! -ele continua-
Enquanto
ele ficava sobre mim praticando seus movimentos e tals... eu ia deslizando meus
pés até se entrelaçarem com os deles, acariciando cada parte de seu corpo e
beijando seu pescoço, nuca e sussurrando de vez em quando em sua orelha.
Ele
resolveu entrar na mesma que a minha e a começar a sussurrar também, mais meio
que coisas idiotas, falando o quanto aquilo era bom e que deveríamos fazer isso
mais vezes, enquanto eu batia nele quando falava isso. Ele dizia coisas
realmente estúpidas e sem nação me deixando com vergonha, do tipo: Vc é muito
gata, ou gostosa, linda, maravilhosa, irresistível, hesitante, melzinho... e
assim vai.
Coisas
de Zayn safado!
De
alguns minutos depois dou uma rápida olhada pro lado e vejo que já passamos da
hora, eram 04h16min da manhã e eu precisava acordar as seis pra me arrumar pra
ir pro colégio. Dou uma batidinha em sei peitoral -que vamos combinar, aquilo é
uma maravilha- e falo que já tava bom. Que já poderíamos parar por ali.
Ele
se recolhe e se deita ao meu lado, depois ergue o lençol e coloca-o em cima de
noz. Ele fica me encarando um pouco com aqueles olhos escuros e cansados por um
tempo até me deixar sem graça.
Me
viro pra ele arrumando o lençol e desejando que ele não faça nenhum tipo de
comentário malicioso sobre meu corpo, ou sobre nossa noite em particular.Fico
olhando pra ele e me reacomodo perto de seu corpo e daqueles lindos olhos.
Fico
acariciando seu queixo enquanto ele fica fazendo algumas palhaçadas com a boca,
enquanto eu ria da sua cara e ele fazia o mesmo da minha enquanto eu começava a
imita-lo, fazendo aquelas palhaçadas.
Ele
coloca seus braços pra dentro do lençol e fica acariciando minha cintura nua,
enquanto seus dedos deslizam até minhas coxas deixando um longo rastro de
arrepios enquanto seus lábios colam nos meus.
Depois de alguns segundos assim me desvencilho
dele e quando abro os olhos vejo que esta muito claro e obvio que ele quer
mais. Ta na cara dele. Esta gritante. Só os lábios que estão se mordendo em
malicia já falam tudo.
Eu:
Já chega por aqui Malik!
Ele:
ah, mais já? –ele diz rosando seus lábios perto dos meus-
Eu:
Já sim! –digo o empurrando e me sentando na cama-
Pego
minha blusa preta do chão e minha calcinha e as coloco enquanto ele faz o mesmo
colocando sua Box e se deitando ao meu lado.
Me
deito de lado enquanto ele afunda seu corpo no meu num abraço profundo e
sentimental me enchendo duma paixão ardente,brilhante, excitada, furiosa acessa
por uma chama que nos contaminava enquanto ele entrelaçava nossas mãos formando
uma só.
E
de alguns segundos em diante pegamos num sono.
[...]
Mal
se passou o tempo e eu já acordo com o barulho do despertador apontando que já
eram 6 horas da manhã. Desligo ele e me viro pro Zayn que esta dormindo, me
levanto pra olha-lo, pra ver se ele não acordou.
Ele
estava dormindo, como uma criança. Lindo como sempre e inofencivel.
Me
levanto da cama fazendo o Maximo esforço possível pra não acorda-lo e andando
na ponta dos pés abro lentamente a porta de vidro que da pro closet e afasto as
cortinas do meu rosto.
Abro
um dos armários e pego um vestido beje que tinha ganhado de presente de dia dos
namorados do Jeremy antes de tudo acontecer. Coloco uma calça leguin preta por
baixo e um All star branco pra combinar.
Vou
até o banheiro arrumo meu cabelo e deixo-o solto, escovo os dentes e passo um
pouco de rimel.
Pego
minha mochila que esta ao lado da cabeceira da cama e tiro uma agenda e uma
caneta pra deixar um bilhete pro Zayn. Deixo o bilhete no meu travesseiro e
saio pela porta a fechando pouco depois.
Fecho
a porta e a tranco com o maior cuidado pra que não tenha sido percebida por
nenhum dos meninos que mesmo ali no corredor consigo ouvir o barulho deles
enquanto zoam com a cara dum do outro. Até penso em entrar lá mais depois paro
pra pensar e desisto.
Desço
pelo elevador e quando saio vou em direção a porta de saída do hall e procuro
pegar o taxi mais próximo o possível.
Entro
em um taxi que para depois de ser inutilmente ignorada por outros três depois
de esperar mais quinze minutos por esse.
Eu:
Me leva o mais rápido o possível pro colégio Hall Cross!!
Dou
o dinheiro pra ele enquanto ele acelerar fundo e vai voando pra pista ao lado.
Eu
estava realmente ficando atrasada. O carro começou a parar e o transito começou
a se estender. Eu não tirava o rosto da hora. O portão fechava as 7:40 e já
eram 7:34 e a esse ponto eu já estava louca. Bem que aquele moço me falou que
se nós pegássemos qualquer parte da radial leste a gente ia ficar preso no
transito, mais não tem como não ir pela radial leste. É a única que é a mais
perto e não da tantas voltas quanto às outras pra chegar até lá.
Depois
de quase meia hora presos no transito eu chego até aquela maldita escola.
Como
as TJs foram mais espertas o bastante pra não me esperar, hoje chego sozinha á
escola. O portão já havia fechado, mais ainda tinha um carro ali no
estacionamento, e é um carro bem familiar.
XXX:
E ai? –sinto alguém atrás de mim e tomo um
susto quando vejo que é o Harry-
Eu:
Nossa!! –suspiro ainda no pós-susto- O
que vc ta fazendo aqui? –coloco a mão no peito-
Ele:
Nada. Só vim aqui pra ver vc, já que eu não te vi há dois dias.
Eu:
Haa –reviro o olhar pro portão-
Ele:
Sinto muito por aquela noite... –ele explica- Tentei ligar no seu celular ontem
a noite, mais vc não atendeu.
Eu:
Haa... Estava ocupada –lembro de ontem a noite-
Me
viro e sacudo as grades de ferro o mais forte que posso, mais elas nem se
mexem. Fecho os olhos e apoio a testa nelas, sabendo que já é tarde de mais e
não há nada que eu possa fazer.
Ele:
Você recebeu meu recado?
Eu:
Ann... –olho pro visor do celular mesmo
estando desligado- haann... Acho que sim...
Deixo
o portão e caminho rumo ao prédio da secretaria, antevendo a bronca terrível
que vou levar não só pelo atraso de hoje, mais também pelas aulas que matei
ontem.
Ele:
Que foi que deu em você? –pergunta Harry, segurando minha mão e depois
suspirando-.
Encosto
no murinho de tijolos do prédio e exalo um suspiro, mole feito uma gelatina,
completamente indefesa me desvencilhando de suas mãos.
Fico
olhando pro nada enquanto o Harry vai ficando cada vez mais preocupado com
minha situação.
Ele:
Eu fiz alguma coisa?
Eu:
Não, não é isso... é... Todo esse
estresse do transito...
Ele
fica mais calmo e então me puxa pelo braço e me conduz de volta ao
estacionamento.
Ele;
Tudo Bem. Leve o tempo que quiser. Não temos pressa, muito menos prazo de
validade. –Ele ri de si mesmo e acrescenta- Mais agora vc precisa ir pra sua
aula.
Eu:
Mais a essa hora eu vou ter que entrar pela secretaria. –retruco olhando de
soslaio pra ele- O portão está trancado, lembra?
Ele:
Se vc quiser eu te ajudo a pular, ou a gente vai pra algum lugar sei lá...

Eu:
Fala sério Harry!
Ele:
De um jeito ou de outro vc não vai querer entrar ai! Vc esta atrasada, essa
escola é um inferno e aquelas três cabeças loiras foram embora. –ele ri-
Eu:
Merda!!
Ele:
Vc não tem outra opção! –ele segura em minhas mãos e as aperta- Por favor, me
dê uma chance de me redimir. Quero levar vc pra bem longe daqui. Vc vai gostar!
Hem? Por favor.
Sinto
na pele o calor do olhar dele, mais não vou correr o risco de olhar de volta.
Quero jogar duro, deixa-lo na duvida.
Fico
fingindo que estou pensando batendo de leve o pé no chão com as mãos na cintura
enquanto ele fica ansioso.
Até
que paro e olho pra ele e num suspiro não acredito em minhas palavras assustada
ao me ouvir dizer “Vamos logo” em vez de dizer “não”
Ele:
Não se preocupe –ele diz me levando pra porta do
carro abraçando minha cintura- Comigo vc estará sempre segura.
Entro
no carro e jogo minha mochila pro banco de trás enquanto ele liga o conversivo
azul opaco super estilo badboy da estrada.
Ele
acelera e sai do estacionamento praticamente voando.
[...]
------- P.O.V (Zayn) -------
Acordo
um pouco tarde e quando viro pro lado não vejo a SeuNome, só um papel. Pego ele
ainda deitado e abro. Nele esta escrito:
Já Fui, Te amo!
A chave
ta de baixo do tapete da porta
SeuNome
Levanto e vou até a
cozinha, pego um copo de água e volto pro quarto.
Deixo o copo na cabeceira
da cama e abaixo pra pegar minha calça. Quando a tiro de debaixo da cama com
minha calça vem junto um caderno.
Pego ele na mão e o abro.
Sei que não devo mexer nas coisas dela mais a curiosidade fala mais alto.
Vários corações e palavra tipo “Amor” “Paixão” e etc... Vou passando as paginas
até que uma foto cai no chão.
Me agacho pra pegar e
quando á viro fico imóvel. Se movimento
nem palavra.
Um menino moreno de cabelos
escuros, cílios enormes, olhos escuros, cabelo liso, queixo alinhado e
perfeito. Fico imóvel por ver que aquele menino era... era... é igual a mim.
Totalmente parecido. Sem
deixar escapar nenhum traço nem silhuetas. Ele é muito semelhante a mim, e
atrás esta escrito “ Onde quer que vc esteja, eu sempre vou te amar”.
(foto)
Naquele momento em diante
começo a lembrar sobre tudo o que ela falou, perguntando se alguém da minha
família já foi pro Brasil...
Jogo a foto no chão e fico
imóvel. O tempo inteiro.
------- P.O.V (Eu)
-------
Enquanto
ele dirige eu ligo o radio e fico passando as estações.
Passa
umas musicas nada a ver, e outras muito românticas e eu logo tiro, até que eu
deixo em uma que esta passando a musica “Burn It to the Ground – Nickelback”.
Não
demorou muito tempo pra que eu e ele começássemos a cantar a segunda parte depois da guitarra farpando e botando fogo na
musica.
O vento bate em nossos rostos
enquanto meus cabelos já voam com eles. E ali estamos. Dois loucos numa estrada
de terra que estava mais prum faroeste vazio, cantando a plenos pulmões aquela musica
que ambos adoramos.
Eu fazia a parte do Heyy, e
ele a que solava... Depois ficamos imitando a parte da guitarra e ele tentava
imitar uma voz que passava ao acabar a parte da guitarra, uma voz bem
assustadora, que estava mais prum demônio rindo como um relógio.
Depois de um tempo assim
cantando a plenos pulmões a musica acaba e aquele momento também.
Eu: Nossa –ajeito o cabelo- E
eu que pensei que não passava Nickelback em mais nenhum lugar.
Ele: então somos dois! –ri
desviando o olhar da estrada pra mim-
Eu: Eu nem acredito que perdi
o show deles quando eles enfim apareceram no Brasil!
Ele: Sério?
Meu primeiro show foi os deles. São incríveis!
Eu:
Sem duvida nenhuma!
Logo
ele começa a dirigir apenas com uma mão enquanto abria o porta luva do carro e
pegava de lá um DVD justamente dum show do Nickelback.
Ele
coloca no DVD do carro pra que nós possamos assistir sem duvida ao melhor show
que eles já fizeram na vida.
E voltamos a cantar sem parar
até não conseguirmos mais recuperar fôlego pra falar, enquanto paramos de
cantar pra discutirmos sobre algumas coisas sobre eles.
O Harry começou a falar dumas
coisas que eu nunca pensei saber sobre eles demonstrando mais uma das nossas
semelhanças, em ser tipo que um fã obsecado.
Durante o show fiquei comentando
sobre algumas outras coisas nas quais ele também não sabia.
Eu: E aquela parte em que ele
escala aquelas barras de ferro e fica a mais de três metros de altura do chão...
Ele e Eu: E faz o sinal da
cruz!!
Eu: Cara, é a melhor! Nunca
ninguém fez isso na vida. Quem ia pensar em ficar a mais de três metros do chão
segurando apenas em uma barra de ferro e ainda se prender ali pra fazer uma
coisa daquelas!!
Ele: Eu não fico a três metros
do chão mais a alguns centímetros sim!
Ele mal termina e solta o
volante do carro enquanto sobe no painel do carro e busca equilíbrio pra fazer
o sinal da cruz sem nenhum esforço.
Eu: HARRY!! SEU LOCO DESCE DAI! –grito morrendo de medo-
Ele da um polo e segura o
volante novamente enquanto eu ainda estou com a mão na boca apavorada.
Ele; Planeta terra chamando!!
–brinca-
Eu: Vc não deveria brincar com
essa situação!
Ele: Não precisa se preocupar,
querida! –ele sorri-
Eu balanço a cabeça em sinal
de desaprovação enquanto volto o olhar pra estrada de terra.
[...]
Pouco tempo depois ele para
num encostamento e sai do carro e pede que eu saia também pq ele queria me
mostrar algo.
Ele me ajuda a subir um
pequeno barranco de areia e a poucos metros avisto alguns trilhos de trem que
aparentemente estão abandonados a muito tempo.
Chegando perto ele me segura
nas costas e corre até lá enquanto eu bato em suas costas para que ele me
solte.
Quando ele me solta eu fico
andando sobre aquele trilhos junto dele, fazendo palhaçada, um tentando derrubar
o outro. Fazendo posses de bailarina e
dentre tudo isso andando de mão dadas sobre aquela grama que crescia entre os
trilhos formando um cenário um tanto complexo de um casal, mais que não era pra
parecer um casal, mais ele insiste em querer ficar assim.
Continuamos andando ainda de
mão dadas enquanto eu vou falando sobre minha família. E nós caminhamos por
toda a quadra do trilho e eu quase menciono o Mason, mas ele começa a falar dos
filmes que sua família assiste todo natal. E eu não falo sobre ele. E pela
primeira vez... O que passou, passou. Pela primeira vez eu esqueci.
Desvencilho minha mão da sua
por um instante e continuo a andar mais ele logo a segura de novo. É como se
fosse um ima. Parece que minha mão foi perfeitamente, feita pra sua.
Eu: Vc não e cansa de andar
desse jeito?
Ele
como assim? -ele aperta minha mão-
Eu:
Assim! –levanto nossas mãos entrelaçadas-
Ele:
-ri- Não!! Faz tempo que eu não ando assim!
Jogo
um sorriso rápido e volto a olhar pro horizonte a minha frente. Toda aquela
paisagem da estrada junta com toda a beleza que se pode encontrar de natural.
Ele;
Eu costumava vir aqui quando tinha 12 anos, e quando comprei esse carro há
pouco tempo, comecei a cair na estrada como um viajante. E sempre que eu fico
louco com toda aquelas fãs me acordando de madrugada ou com toda aquela
correria de gravar um disco novo, eu venho pra cá. Talvez pra ficar um pouco
sozinho, esquecer do problemas...
Eu;
Quando eu quero esfriar a cabeça e esquecer que o mundo existe eu vou pro ponto
mais alto que encontro e fico ali por horas, só vendo a correria das pessoas
que vão de um lugar pro outro e ao mesmo tempo não chegam a nada.
Ficamos
andando por mai alguns minutos enquanto voltamos até o carro.
Voltamos pro carro e colocamos
o show do Nickelback pra rolar de novo enquanto viajamos por mais alguns km.
[...]
Alguns minutos depois paramos
em frente a um bar desses que parecem de filmes de badboy roqueiros gordos e
barbudos jogando sinuca e brigando.
Eu; Uaauu!! –praticamente cuspo a palavra-
Isso aqui ta parecendo filme,
sabia?
Ele:
Eu disse a mesma coisa quando vim aqui pela primeira vez.
Ele
abre a porta e sai, depois abre a porta e me ajuda a sair do carro.
Eu:
Então, vc já veio aqui outra vezes?
Ele:
O que vc acha que eu faço toda vez que eu sumo? –gif- Sem falar que
não é o que vc ta pensando –ele fala
logo após eu realmente pensar no que ele pensou, digamos que no “sexo” que é o
mais fluente fator que ele sabe fazer e o que vem em mente- Talvez um pouco... –ele ri- Mais faz já tempo!
Eu:
Idiota! –dou um tapa nele-
Nós caminhamos pra perto de
uma mesa passando por uma mesa de sinuca enquanto vejo tudo o que pressenti
saber. Vários homens gordos barbudos com jaquetas de bandas e caveiras todo
tatuados.
O Harry passa ao lado da mesa
de sinuca e empurra uma das bolinhas e quando vejo aquele homens já estão vindo
pra cima dele o empurrando contra a parede.
Eu fiquei desesperada tentando
tirar aqueles homens de perto dele.
Harry: É bom ver vc também! –ele fala pra um dos homens-
Homem: Harry, Harry... Eu que o diga. Por onde
vc tem andado garoto? –ele diz com
uma voz grosa puxando o Harry da parede e dando-lhe um abraço-
Eu:
Hann? –digo se entender nada do que esta acontecendo-
Harry:
Esse é o Joe.
Joe:
Vc não conegue ficar parado com uma menina só né!?
Harry:
Não, ela só é uma amiga -ele diz enquanto olha pra
mim-
Joe:
Vai nessa!! Finjo que acredito –ri com a voz grosa-
Ele
me puxa pela mão e nós sentamos numa mesa ali perto enquanto uma garçonete toda
tatuada vestida de preto com os cabelos tingido de vermelho vem nos atender.
Ela:
Harry!! Quanto tempo! Faz quase um ano que vc não aparece aqui! –ela
diz surpresa-
Ele:
É a falta de tempo...
Ela;
Então quer o de sempre? O FORTE ou o FRACO? Haa, e se quiser, temos uma bebida
nova por aqui... digamos que foi aquela draga ali que infernizou minha vida pra
que nós tivéssemos a “Garganta do diabo” –ela faz
aspas-
Sem falar que foi caro!
Eu
olho pra ele com uma cara de “nossa” e reviro o olhos com a sobrancelha
arqueada...
Ele:
-ri- Pode ser. Trás essa “Garganta do
Diabo” –ele também faz aspas-
Trás uma!
Eu:
Duas! –digo retirando o foco do celular-
Eu: Uee, somos viajantes, não
somos!
Ele Tá, trás duas.
Ela sai e vai buscar nosso
pedido enquanto ele coloca alguns canudos na boca falando “Eu sou um vampiro!”
Eu: Sério!! Eu conheço um!
Ele: -tira os canudos da boca- Não vale o Paul “Wesley” - ele fala o Wesley como se
foi uma grande coisa importante, mais pra debochar.
Eu: Haann!!
Ele: Então esse Paul é meu
grande concorrente? –ele coloca
um pirulito na boca-
Eu: Hann!! –digo indignada com as sobrancelhas arqueadas- NÃO!!...Err... –vejo que falei rápido demais- Claro que não –amanço a voz- O Paul é meu amigo pra sua
informação!!
Ele: Calma!! –ri- Tudo bem!
Coloco os cotovelos sobre a
mesa e afundo a cabeça entre as mãos ficando assim por algum tempo enquanto
aquela mulher não voltava e quando finalmente levanto o rosto vejo a cara do
Harry voltado para os meus seios quase babando me deixando sem graça me fazendo
dar um tapa na sua cabeça.
Eu: Idiota!
Quando falo isso à mulher aparece com dois
copos pequenos daqueles que se tomam cachaça com um liquido transparente em
baixo e em cima um amarelo água desbotado pelo álcool.
Ela: Vão com calma! Ele é
FORTEE de mais!! –ela diz saindo da mesa e se apoiando na bancada de acrílico do bar
enquanto outro homem aparece por trás dela e bate na... bunda dela enquanto ela
da um tapa na cara dele-
Eu: Então... –seguro o copo na mão e o levanto
pra fazer um juramento enquanto ele faz o mesmo poucos segundos depois- A Nós!
Ele: A Nós!
Não calculamos o tamanho da
intensidade das palavras daquela mulher ao dizer “Vão com calma” e tomamos de
uma vez aquela bebida. Na garganta tudo o que eu sentia era uns arranhões
profundos á flamas de centenas de bolas de fogo vasculhando cada área das
minhas veias ao quase cuspir fogos de artifícios com sinalizadores enquanto
meus olhos queimavam e minha boca latejava pelo efeito do álcool.
Eu: MOÇA, TRÁS MAIS DOIS!!
Ele: Se ta loca?
Eu:
Somo viajantes não somos? E vc mesmo quem disse que sempre é bom quando se pega
logo o pior! –jogo um sorriso de sarcasmo-
Ele: Ok, mais vamos ver até
quando a donzela vai aguentar!
Eu: Ahhhh meu bem! Posso
aguentar isso aqui muito melhor que vc! Sou mulher mais isso não comprova e não
deixa de comprovar nada! –digo me levantando da cadeira e sussurrando em seu ouvido-
A mulher trás outra rodada
atrás de outra em seguida vem acompanhada de outra e de outra e esse ciclo
viciante vem se formando durante uma hora.
[...]
Já estávamos muito loucos e
bêbados de mais pra conta. Totalmente sóbrios pelo álcool que percorria por
nossas veias. Quando me dou por si estou com uma garrafa daquela “Garganta do
Diabo” já pela metade misturada com “Big Apple” na mão e dançando ao som de
AC/DC - Black is Black ali no meio daqueles poucos homens junto do Harry que me
puxa e me abraça por trás e assim ficamos dançando e bebendo com meia dúzia de
pessoas ali dentro.
Ele vai descendo suas mãos dos
meus braços rumo a minha cintura e vai abaixando cada vez mais enquanto eu
tento colocar minha cabeça de volta em mim. Depois de alguns minutos a musica
acaba e outra começa. Juelz Santana – Let’s Go, uma musica super romântica com
uma batida bem romântica e Rip Rop. Ele cola em minha cintura para que nós
possamos dançar a musica de acordo com a dança enquanto eu passo os braços
sobre seu pescoço enquanto ele sussurra algumas coisas. Ele vai descendo suas
mãos da minha cintura enquanto seus dedos vão deslizando a baixo da minha
cintura já indo a minha bunda enquanto eu as levanto de volta e o fulmino com o
olhar.
Eu: To bêbada mais eu ainda
tenho consciência seu safado.
Ele: Não custa tentar! –ele ri maliciosamente-
Me desvencilho de seus braços
e sento na mesa em que estávamos enquanto cruzo as pernas esperando ele vir.
Ele se senta ao meu lado e
fica olhando pra mim esperando qualquer reação mais todo o momento é roubado
por uma mulher loira que a puxa pra dançar.
Eu me levanto e fico ali
parada, apenas vendo aquela sem vergonha dançar daquele jeito com ele. Dum
jeito que me deixa sem graça e com vergonha. Ela se expondo daquele jeito
praticamente se esfregando nele duma maneira tão vulgar o possível.
Fico ali por alguns minutos a
encarando enquanto ela ria de algumas coisas que ele falava enquanto abraçava
seus braços fortes enquanto ele olhava pra mim de relance vendo minha cara de
quem queria matar um boi tomando aquela bebida.
Não fico muito surpresa quando
vejo-a á apertar a bunda dele enquanto ele caminhava até mim, mais eu não
estava gostando de absolutamente mais nada. Aquela loira aguada não tem nem
alto estima e muito menos consideração como mulher e se vê como apenas um
pedaço de carne vazia. E estou falando de vazia em sentimentos por que de coxas
e bunda e peito acho que ela tinha de sobra. Típicos e ambos a mostra mais uma
das suas facilidades mostrando que nós somos totalmente uma diferente das
outras. Não sou uma puta ao contrario dela que se considera um fracasso
emocionalmente então tenta desligar o botão emocional pra não ter que sentir.
Ele: -ri com malicia- Acho que eu vi alguém com
ciúmes!
Eu: Acho que foi aquele senhor
ali que esta esperando a vez dele! –retruco-
Ele; Vá, admita. Vc esta
morrendo de ciúmes, gata!
Eu: Pode apostar não estou! –retruco mais falo muito
rápido-
Ele: Então ta bom! Vamos pra
outra viagem, o que vc acha?
Eu: Há sério? Há essa hora? Só
se for pra casa! –aponto pra porta vendo que já esta escurecendo e que iria demorar um
tempo pra chegarmos antes das 11 em casa-
Ele: O tempo... Justo ele!
Cara pra mim ainda eram meio dia! –ri-
Eu: É mais parece que já é
quase sete horas!
Ele: Haa, da tempo pra mais
uma rodada! –ri-
Eu: Eu sabia que vc era
problema, mais também sabia que não me sentiria assim de novo, Harry!
Ele: Assim como?
Eu: Livre! Olhe só pra
esses caras. Não andam sobre regras e nem pelas leis. Podem fazer o que quiser
sem se preocupar com ninguém e com o nada. Muito menos com ficar bêbados e não
poderem dirigir, esse é o nosso casso! –ri-
Ele: Vem, vamos! É melhor
pegarmos a estrada agora pra chegar a tempo de dar uma bela duma explicação
pros babacas que moram comigo. –ele me leva pra fora pela cintura enquanto eu
carrego a garrafa na mão- Pode acreditar; ser acordado por um balde de água gelada não é lá a
melhor maneira de acordar. Sem falar nos roncos do Liam! –ele ri em desaprovação-
Eu abro a porta do carro e
deslizo sobre o banco de couro azul listrado com preto colocando a garrafa no
porta luvas enquanto ligo o som e o Harry começa a dirigir rapidamente me
deixando com medo até.
[...]
Ele já estava dirigindo a
um bom tempo e nada de chegarmos. Na verdade nós nem estávamos perto de chagar.
Já eram dez horas da noite e eu me preocupava. Ainda estávamos na estrada de
terra e a vista era apenas os postes de luz que iluminarão aquela noite escura
num chão de areia seca e sem vida nem sinal de água e placas de sinalização
afirmando ter alguns ponto de referencia a 200 metros dali coberto por um
nevoeiro sem fim pálido e tepico a ponto de ser opaco num branco esmurrado pelo
vento.
Eu olhava toda hora pro
celular, vi ali varias mensagens da operadora confirmando novas promoções, a
Kath e suas reclamações sobre a chuva que estava na casa dos seus pais, e
algumas ligações não atendidas da Kátia que devem ser apenas para ver se eu
estava bem.
Ele: MERDA!! –ele fica
frustrado-
Eu: O QUE FOI ISSO
–sussurro vendo o carro já parado no meio da estrada-
Ele: A gasolina acabou!
----------------Espero
que tenham gostado, até o próximo capitulo-------------



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