– Capitulo 09 –“As estrelas brilham pra vc”


– Capitulo 09 –
Capitulo 09- “As estrelas brilham pra vc”

“Todas as noites fico imaginando várias formas de dizer toda a verdade, tudo o que não tenho coragem de falar, mas tenho medo de receber uma resposta que talvez eu não esteja esperando, por isso eu me sufoco com esses meus pensamentos.”
Eu tenho vontade de contar sobre o começo de tudo mais não tem como. Vão achar que eu sou uma louca, psicopata, mais não sou. Foi tudo um acaso, e se não foi... foi o destino.
Sabe aquela história de que o tempo é sua melhor opção para curar uma ferida? Não caia nessa, o tempo não irá curar sua ferida, o máximo que ele poderá fazer é amenizar sua dor.
É isso o que eu penso todos os dias. Há dor de perder alguém me corroê por dentro e há momentos que não aguento. Há momentos que o que eu mais quero é um abraço, mais eu luto pra não precisar dar essa satisfação a ninguém.
Eu simplesmente sorri e falo que estou bem.
Nessa manhã eu acordei atrasada, nem fui pro colégio. Me levantei com muita dor de cabeça, e fui pra cozinha procurar algum remédio pra amenizar minha dor.
Subo em cima de uma cadeira e pego uma caixinha onde tem alguns remédios.
Tiro um comprimido e coloco a caixa no lugar. Tomo o comprimido e sento na bancada da cozinha fechando os olhos, respirando lentamente, pensando na vida.
Kátia havia saído cedo pra encontrar a Coco Chanel (no caso é a Coco Chanel ll, neta da Coco Chanel original) pra irem pro Japão numa reunião oficial com todos os estilistas mais famosos do mundo.
Mais um mês de solidão. Pra variar.
Vou ao meu quarto e entro no closet enorme que tenho depois de uma cortina enorme no quarto, depois uma porta enorme de correr.

Fico perdida em tanta luz, tantos espelhos, tantos reflexos, e ainda com a dor de cabeça pra ferrar ainda mais com a situação.
Vou ao fim do corredor do closet e abro uma porta pegando um short que estava dobrado e quando o puxo um pequeno caderno cai junto.
Um caderninho muito familiar, fico o analisando até cair na real. Aquele caderno era meu diário. De quando eu tinha 16 anos. E de quando eu conheci o Jeremy, que eu o chamava de Masinho. Só eu. Mais ninguém.
Sento num pequeno sofá que tem ali e o abro.
Palavras melosas de uma adolescente qualquer, coisas do dia-a-dia, reclamações sobre uma vida perfeita, ele, e... e ... uma foto. Uma foto que me faz chorar. A ultima foto dele. A ultima foto que eu tinha depois de queimar todas. Queimar todas as lembranças. Não por ele ter me chateado mais sim, pra esquecer que ele existia. Pra não sentir mais dor.
Aquela foto não deveria estar ali, ela poderia acabar com tudo. Poderia destruir novamente minha nova vida. Se alguém encontrasse aquilo seria adeus vida, adeus paz, e adeus meninos.
Aquela foto é tipo que muito importante pra mim, então eu a escondo dentro do diário, que coloco dentro duma caixa com bijus que lá também fica meu diário atual, e em cima coloco varias roupas dentro duma gaveta.
Agora não teria mais como ter algum risco.
Troco de roupa e saio um pouco de casa pra relaxar. Sentir o vento nos cabelos e respirar um pouco.
Ligo pra Bia e vejo se esta tudo bem por lá. Ela fala que esta com raiva, e que daria tudo pra não ter que descobrir que tinha uma mãe. Ela tipo, que quer matar a mãe dela.
E Eu... Daria tudo pra ter a minha de volta.
Mais como estou evitando ao Maximo qualquer lembrança, simplesmente esqueço de tudo, do mundo. Por pelo menos um instante preciso apenas esquecer de tudo.
Parece que o bem e bom não dura muito. Eu ali sentada num bando de praça enquanto a Starcia e Honor se aproximam.
Eu: Haa, não pode ser, eu devo estar sonhando, só pode!! Vcs me amam né, só pode!
Starcia: Ora, Ora, Ora... Vejo que já encontrou algo melhor pra fazer durante sua temporada de chifrada...
Eu: Starcia, eu quero muito te ajudar. –ela me olha com uma cara de assustada- Olha toma isso –eu escrevo num papel um numero de telefone- É o numero do meu psicólogo... Vc esta precisando!
Ela: Haa, eu não preciso disso minha querida. Quem esta precisando aqui é vc.
Eu: Hmmm, acho que não!

Ela: Acho melhor eu não perder meu tempo aqui.
Ela sai e Honor vai junto.
E quando elas estavam a alguns metros de mim eu grito.
Eu: E PRAS RECALCADAS QUE ME PERSEGUEM, MEU SORRISO DE VITORIA!!
Elas ficam olhando pros lados vendo as pessoas saírem rindo da cara delas, disfarçadamente indisfarçável...
Elas saem andando até entrar no carro da Starcia, que na verdade é do pai dela. Starcia sente-se como se fosse muito importante por ter um pai rico e uma mãe importante... mais realmente, ela daria tudo pra ser uma menina normal. Pra ter atenção da família, o que não tem. Eu sinto que lá dentro á uma Starcia normal, e boa. Mais até que esse nova Starcia seja descoberta ira levar temo.
Depois de alguns minutos volto pra casa só pra me trocar. Coloco uma roupa meio que de caminhada, ou melhor, um top de caminhada, com uma calça leguin e um tênis. Enquanto me troco, abro a baixa onde estava meus diários e pego o de quando tinha 16 anos. Paro e sento na cama e o abro. Fico um bom tempo ali só lembrando os dias em que eu escrevi tudo aquilo. Fico lendo, até ver que li tudo, e não deixei escapar nem um ponto. Tomo um susto ao perceber que tem alguém me procurando. O celular toca e eu deixo o diário cair no chão e nem me contento em pegá-lo, vou logo atender ao celular.
---------------------Ligação ON-----------------------
Eu: Oi?
XXX: Oi, SeuNome... É o Harry!
Eu: O que vc quer?
Ele: Quero pedir desculpas por ontem, eu não deveria...
Eu: Não... Tudo bem!
Ele: Mais... sobre o que eu falei...
Eu: Eu já falei que esta tudo bem. Vamos fazer o seguinte, que tal apagar o que aconteceu?
Ele: Ta... –ri- Tudo bem.
Eu: Ta tudo bem por ai?
Ele: Bom... ta no de sempre... O Niall já voltou a comer bastante, o Zayn saiu mais já ta normal de novo, os outros dois desaparecidos já voltaram... Estamos na mesma. Vc não quer vir aqui, assistir mais uma seção pipoca de novo?
Eu: Haa, não! Muito obrigada, mais já estou de saída! –digo aliviada por não ter que passar mais duas horas assistindo mais um dos filmes de terror deles- Sou do tipo, que ama filmes de terror... mais depois... fico com medo de ir no banheiro.
Ele: -ri- Haa, é bem assim mesmo! Então ta bom... Tchau...
Eu: Tchau. Toma jeito vil!
Ele; Ta bom, pode deixar!
------------------Ligação OFF----------------------
 Prendo o cabelo num rabo de cavalo e desço de novo pra dar uma corrida. Eu estava precisando. E o jeito mais fácil que eu achei de desligar tudo, foi nisso.
Rapidamente já consigo notar resultados. Meus músculos na parte das pernas estão mais fortes... quando corro.
E ainda por cima, eu consigo me manter na forma ideal,sem engordar e nem ficar magra de mais.
Sem falar que da pra fazer amizade rápida correndo. É só vc virar pro lado que vai ver alguém correndo também.
Depois de voltar pra casa vou direto pro chuveiro. Tomo uma duxa bem gostosa pra lavar o corpo e a alma. Me troco ali mesmo, no banheiro e saio enxugando o cabelo enquanto desligo a TV.
Estava cansada de ficar sozinha dentro de uma casa sem poder ser “livre”... Não consigo me enturmar com o padrão desse outro mundo que vivo nas ilusões... Por que quanto mais eu imagino mais a imaginação toma conta de mim, até chegar num ponto deu não sabe mais o que é verdade e o que é ilusão.
Abro a porta e a tranco lentamente pra que ninguém ousa, e saio na ponta dos pés rumo a uma escada que me leva até uma porta que dá a parte do terraço de cobertura do prédio, onde ninguém tem aceso mais eu dou sempre uma de vândala e consigo entrar lá.
Nunca vi uma vista tão linda como essa. Me sinto livre ao ver o vento balançar minha roupa e meus cabelos. Os prédios parecem minúsculos e de lá de baixo da pra se ouvir o barulho dos carros... Aquela cidade maravilhosa iluminada pelos carros e por tudo. Sinto o cheiro de mato molhado ao ver que o terraço tem uma boa parte de plantas... Fico ali olhando encostada em uma pequena grade vindo de baixo de 1m altura,  ai sim pulando-a dava-se pra se suicidar.

Ouso o barulho da porta se abrindo. Fico Pasma por pensar em ser alguém. Mais quando a porta se abre vejo que realmente é alguém, mais esse alguém é o Zayn. Pra ferrar ainda mais com a minha vida.
Eu: O que vc ta fazendo aqui? –vejo ele se aproximar e aparar ao lado olhando a vista-
Ele: Nada... –segura na barra- Só vim ver a vista... Ela é linda!
Eu: É mesmo. Linda!
Ele; Lembro de alguém que me deu esse conselho. De que o melhor pra esquecer da vida, é invadir o terraço de um prédio e  olhar pra paisagem! –ele ri me fazendo rir também-

Eu: -digo rindo- É... E quem foi que te deu esse conselho horrível?
Ele: -olha pra mim e diz rindo- Uma garota que eu namorei!
Eu sei quem é essa garota, pois me lembro dessas palavras. Essa “garota” sou eu. Lembro perfeitamente de quando falei pela primeira vez sobre minhas vidas passadas pra ele... disse que o melhor jeito de se esquecer da vida é invadindo o hotel do Paul e deitar no terraço pra olhar as estrelas á noite...
Eu: -apoio minha mão na barra- Então ela devia estar muito brisada quando falou isso!!
Ele: Não... Ela só estava querendo ser alguém de novo, no meio de tantas perdas e confusões...

Eu: Err...
Ele: Não fala nada...
Eu olho pra cima fico vendo as estrelas enquanto sinto um turbilhão de sentimentos ou ver que a mão de Zayn pousou na minha. Ele a segurava como se segurasse aquela barra.
Ele: Vc gosta? –aponta pras estrelas-
Eu; Haa, eu acho elas maravilhosas...
Ele: Quando eu ia pro sitio do meu avô, eu saia de madrugada escondido só pra deitar no meio da grama e ficar vendo as estrelas –ele sorri lembrando- Eu acreditava que muito alem de apenas um ponto brilhante no céu, havia vida ali. E que aquela estrela –ele aponta pruma estrela bem brilhante- era alguém da minha família... Ou melhor... Era meu pai –ele ri- Meu pai vendo as coisas de errado que eu sempre faço... E pronto pra me dizer que ele tinha razão...
Eu: Vc nunca me contou isso...
Ele: Não gosto de falar sobre minha família. –ele solta minha mão-
Eu; Mais porque não...
Ele: Por que eu...  não gosto de falar sobre minha vida pessoal... pq tenho uma irmã mais velha que vivia pegando no meu pé... E uma pentelha que adorava mexer nas minhas coisas e uma mini companheira que era especialista em roubar minhas musicas só pra me chantagear –ele ri- Uma mãe maravilhosa e um pai muito presente... Ele sempre me ajuda a ser quem eu sou hoje... A não pensar só na fama e olhar pro passado e ver a humildade da nossa vida...
Eu: Meu pai falava a mesma coisa!
Ele: Vc sente falta dele?
Eu; É Claro! Muita... Eu tinha muita intimidade com ele... Era quase que minha mãe dois... Ele fazia a comida, arrumava a casa, me ajudava no dever e ainda dava tempo pra bater uma bolinha... Ele jogava num time de bairro... Era o melhor atacante que eu já vi na vida...
Ele: -fica imaginando como era seu ex. sogro- Devo imaginar que ele era incrível!
Eu: E é!
Ele: Vc gosta de Titanic... Lembra aquela cena do barco, do vento...
Ele nem precisa terminar de falar... Eu já sei bem qual é... É a melhor cena que eu já vi na minha vida –penso-
Eu: É a melhor cena que eu já vi na minha vida!
Ele: Posso? –ele pega meus braços- Agora sobe aqui
Eu subo na segunda barra daquela grade e ele segura meus braços enquanto sinto o vento sobre meu corpo. Fico com medo mais ele sussurra em meu ouvido “não precisa ter medo, eu estou aqui”... aquelas palavras me confortaram tanto que me entrego de vez até que ele solta meus braços e segura minha cintura. E só nesse momento eu consigo abrir os olhos e perceber que eu pareço estar voando, e que ele esta comigo...
Eu: Eu nunca me senti assim antes...
Ele: Assim como?
Eu: Livre –ri-
Ele fica me olhando por um tempo, me admirando, vendo minha felicidade naquele momento, e depois junta todas as palavras pra falar...
Ele: Vc sabia que eu ainda te amo!
Fico feliz por ouvir essas palavras, até desço da grade pra olha-lo mais de perto.
Fico ali observando ele passa seus braços sobre minha cintura e eu coloco os meus sobre sua nuca pronta pra deixar acontecer... Tudo estava perfeito. Um céu totalmente estrelado, brilhante, cintilante por uma lua belíssimo, ele a minha frente, um jardim lindíssimo atrás de nos... Tudo perfeito, mais sempre alguém pra desgraçar com tudo.
Ouso o barulho da porta se mexer. A maçaneta tenta por se abrir. Rapidamente eu o puxo pro lado da porta, com ele tinha meio que uma coluna ao lado dando-se pra se desperceber que tinha alguém ali. Alguém olha rapidamente enquanto vejo o Zayn rir tampando a boca pra não soltar uma gargalhada, dou uns tapas nele mais ele continua, mesmo sabendo que a pessoa já foi mais quando me dou por despercebida vejo que ela volta e olha com mais cautela. Ele rir e dessa vez é alta, e do nada eu o coloco sobre a minha frente e tampo sua boca segurando uma mão em sua nuca e outra em sua boca enquanto ele ainda sorri, encostando as mãos na parede.
Ele estava bem próximo, nossos corpos um grudados ao outro, quando eu solto a boca dele e falo:
Eu: Já foi. –e coloco minha outra mão em sua nuca-
Ele coloca sua mão em minha cintura e me olha tão profundamente me deixando perdida em meus sentimentos. Eu já não sei mais o que quero. Ele não me dá escolha e tudo o que faço é:

Uma linhagem de sentimentos e um querer tão grande que não me contenho. Cansei de fingir não sentir mais nada por ele, quando a verdade é que eu não aguento ficar um segundo longe dele. Ele é a razão de tudo isso e sem esses abraços, esses beijos eu não sou a pessoa em que sempre fui.
----------------Espero que tenham gostado, até o próximo capitulo-------------

                                                                                                        

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