– Capitulo 1 –
1° Temporada: “Os Acasos da Vida”
Capitulo 1- “Realidade Atordoante”
Há algum tempo, para ser mais específica, ha seis meses, aquilo que eu temia acontecer, aconteceu. Pensei que isso só aconteceria com os outros, que a historia da minha família não poderia acabar assim... Que tudo nessa vida fossem apenas carinho, amor, felicidade e lealdade, mas não. Deixei de ser iludida e abri os olhos pro que realmente aconteceu. E de uma coisa eu sei: Eu causei aquilo!
Lembro-me claramente desse dia, nunca conseguirei esquecer, por mais que eu queira, mais é uma marca que nunca sairia de mim. Foi assim:
16 de Março de 2012 – Sábado
Num instante, Riley (minha irmã mais nova) e eu estávamos no banco de trás do SUV de meu pai, ouvindo a nossa música “Black is Black – AC/DC” a plenos pulmões, completamente desafinado, e a próxima lembrança... Os airbags inflamados, o carro inteiramente destruído e eu lá, assistindo tudo do lado de fora. Olhando para os destroços – os estilhaços de vidro, as portas amassadas, o pára-choque dianteiro agarrado ao tronco de um pinheiro num abraço letal –, fiquei me perguntando o que podia ter acontecido de errado, esperando e suplicando que todos tivessem conseguido sair dali como eu. De repente ouvi uma voz fina e ruída familiar, virei para trás e vi minha família seguindo por um caminho guiado por uma luz forte.
Fui ao encontro deles. De início, tentei correr e alcançá-los, mais foi tarde de mais, quando enfim olhe, só deu tempo de, num relance, eles sorrirem e acenarem para mim ao atravessarem uma ponte, sumindo de vista com aquela luz pouco depois.
Entrei em pânico. Olhando para todas as direções, comecei a correr de um lado para o outro, mas tudo parecia igual: uma névoa sem fim, tépica, branca, brilhante e iluminada. Então cai no chão e ali fiquei, morrendo de frio , chorando, gritando pedindo ajuda, implorando, xingando, me culpando, e fazendo promessas que sabia que jamais poderia cumprir.
Foi então que ouvi alguém dizer:
– O MEU DEUS, SENHOR TENHA MISERICÓRDIA PAI! -dizia uma senhora se aproximando de mim- VOCÊ ESTA BEM QUERIDA?
E logo depois desmaiei no colo daquela senhora.
Antes do acidente, eu nem fazia idéia de que coisas assim pode-se acontecer. E, definitivamente, não era capaz de acreditar que isso estaria por vir.
Minha família morava toda em outros estados muito longes, e não haveria quem cuidar de mim, pois ainda tinha 17 anos, e se eu me “recuperasse”, teria que ir para um orfanato. E o doutor dizia que não tinha mais jeito, que já poderiam doar minhas roupas, por que a probabilidade de vida era bem pouca. Depois de duas semanas acordei na cama de um hospital com duas costelas quebradas, uma concussão, uma hemorragia interna, diversos hematoma, quatro parada cardiorrespiratória e uma cardíaca, muitos ossos quebrados e fraturas múltiplas por todo meu esqueleto. Recebia visitas de 3 em 3 semanas, de minha amiga Bianca e da diretora da agencia de modelos que eu trabalhava , Kátia Winchester, que tinha se tornado uma grande amiga minha.
Fiquei aproximadamente três meses internada, fazia cirurgias com certa emergência, crânio, perna, lerta, fêmur, barcial urgência. E os médicos não acreditavam no que via. A cada dia, eu conseguia me recuperar milagrosamente rápido. Deixava as enfermeiras de boca aberta vendo que eu não tinha ficado paraplégica e já consegui andar normalmente. Com o tempo fiquei completamente curada e já podia ir embora.
Kátia estava me esperando com um sorriso no rosto. Quando me viu, veio correndo me abraçar e já foi dizendo.
Kátia: SeuNome, vc é um milagre! -mal conseguindo falar uma lagrima brota em seu rosto- Eu estava tão preocupada. Pensei que nunca mais fosse te ver.
Eu: Mais eu consegui, e estou aqui agora. -chorando falo-
Finalmente, ela me conta que conseguiu minha guarda e que eu iria morar com ela. Mal consigo falar, e abraço ela de novo sem saber o que fazer, apenas agradeço muito.
Eu: Meu Deus, Muito obrigada Kátia, eu não tenho palavras pra descrever o que sinto agora
Kátia: Nem precisa amor, só que tem outra coisa que eu tenho que te falar que eu acho que não é muito agradável. -ela se afasta um pouco e limpa a garganta para dizer- Nós teremos que nos mudar para a Inglaterra.
Eu meio que sem saber o que fazer, apenas fico imóvel esperando uma explicação, enquanto ela me olhava também imóvel esperando que eu falasse alguma coisa, mais nada falamos.
----------------Espero que tenham gostado, até o próximo capitulo-------------



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